Saí de Santo Antônio no meio da manhã, pedalando sem pressa, desde a cidade alta até as proximidades do auto posto Boa Viagem, onde calibrei os pneus. Esse foi um dos poucos postos em que parei onde o frentista se ofereceu para calibrar os pneus da bike.
Depois de consertar o espelho retrovisor numa retífica de molas e surdinas, saí da RS 30 e entrei na RS 474, uma subida mais longa do que inclinada me conduziu a um lugar elevado.
A lógica dos aclives/declives é sempre a mesma no sul do Brasil. Depois de uma subida tem uma descida, no final das descidas decentes sempre tem um riacho ou rio. Cheguei na ponte sobre o rio dos Sinos pedalando num acostamento excelente, a favor de uma brisa imperceptível.
Um rio hipnotizante. Suas águas calmas espelhando o mato me fizeram interromper a ciclo-viagem por alguns minutos. Não deu vontade de prosseguir.
Mas segui adiante, passando pelo pedágio, até parar em outra ponte, dessa vez sobre o rio Rolante.
Outro rio misterioso em suas águas calmas, que me fizeram lembrar as letras das músicas sobre rios de Noel Guarany.
"Mateando a sede do pago
Na sonolência das margens
Sobre um espelho de imagens
Passa o rio tranqüilamente"
(Noel Guarany, "Eu e o rio" - canta Luiz Marenco)
Logo cheguei ao encontro das RSs 474 e 239. Segui para Rolante.
Menos de uma dezena de quilômetros para se deparar com uma... ciclovia, toda sob sombras de plátanos - algumas dezenas de metros depois do pórtico. Em Rolante nasceu o cantor Teixeirinha.
Parei em frente à Igreja Matriz de Rolante, onde descansei alguns minutos.
Retornei pelo mesmo caminho. No entroncamento entre as RS dessa vez fui em direção à Taquara, passando pelo pórtico.
Com certeza voltarei a Rolante e Riozinho para tomar banhos nas águas claras e calmas dos rios tranquilos.
"Peregrino dos caminhos
No rumo dos horizontes
Matando a sede da terra
Vivendo a sede de andar"
(Noel Garany, "Eu e o rio" - canta Cenair Maicá)
Total pedalado: 63 km
Vm: 20 km/h







































